Hoje é um daqueles dias idiotas.
Lembro-me há uns anos largos a agitação que era a minha casa nestes dias.
Íamos todos almoçar fora e depois de almoço o meu pai saía. Via-o lá pelas 22h, festejando as vitórias dum partido que sempre foi dele.
Naquela altura, o meu desejo era que o partido dele ganhasse. Significava ir com ele e partilhar da alegria dele. Sair com ele, de peito inchado de orgulha, por uma vitória que também era dele.
Hoje a conversa muda de figura.
Creio que sinceramente a política caiu numa má fama que tem vindo a piorar de dia para dia.
Cada vez mais se acredita menos nos nossos políticos.
Pudera...
Cada um pior que o outro.
Há umas semanas atrás comentava com a minha mãe algo relativo à ida do meu pai a um comício do partido dele.
Ela dizia que era o partido que ele sempre defendera, com o qual se identificava, independentemente de quem estava à frente do mesmo.
Fiquei cá a matutar naquilo.
Hoje quando cheguei à mesa de voto, as palavras da minha mãe surgiram-me na cabeça.
E tudo aquilo me fez um sentido, como nunca fizera.
Sim. Eu sabia exactamente em quem iria votar.
Sabia exactamente onde colocar a cruz.
Posso mesmo dizer que pela primeira vez, votei claramente com a minha convicção.
Adoro mesmo!
-
Adoro dialogar de mim para mim e, ouvir o grito de guerra do meu silêncio!
Adoro olhar-me olhos nos olhos e, libertar aquele sorriso que sai das
profundez...
Há 9 anos